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As palavras que me restam.

Sim, porque já não é como naquela noite, em que estava na carrinha deitada sobre ti, e um “oh amor!” se soltou pela primeira vez e com vergonha tapei a boca. Aí tinha palavras, algumas que até então nunca tinha pronunciado a ninguém. “Amo-te” foi uma delas. Ainda ontem pensava que tinha desperdiçado essa palavra, mas agora percebo que se foi sentida, valeu a pena. E foi sentida. Tão sentida como a dor que sinto neste momento. Tão forte. Tão inegável. Tão inexplicável. Dor tão dolorosa.

É aqui que me falham as palavras. E é aqui que sinto falta de ver o meu rosto nos teus olhos. Sinto falta de me fazeres sorrir. Sinto falta da tua voz a chamar pelo meu nome. Sinto falta do teu beijo. Sinto falta da tua preocupação. Sinto falta do teu perfume misturado com o meu. Sinto falta da tua mensagem de bom dia. Sinto falta do teu carinho. Sinto falta do teu abraço. Sinto falta do teu “estou aqui amor” às nove e meia da noite. Sinto falta do teu amor, ou do que quer que fosse aquilo que tu me transmitias.

E digo-te, não há nada pior que não saber se o sentimento da outra pessoa era realmente verdadeiro. Admito, a tua insegurança era a minha segurança. Porque aí pensei mesmo que eras o “tal”- o que não me queria com mais ninguém. E no fim, fui eu quem acabou na insegurança. Foi nesse instante que tudo ficou estranho. Já não era igual, já não lidavas comigo da mesma maneira nem eu da mesma maneira contigo. Acabou. Não porque eu quis. Mas porque para ti “já não dava”. E não sabes como é horrível saber que damos 80 por uma pessoa que deu 8, que nem lutou. Dei por mim a colocar todos os momentos em dúvida. A colocar-te em dúvida. Que amor tinhas tu por mim? Que valor dás à palavra “amo-te”? A quantas pessoas já a disseste? Provavelmente neste pouco tempo que passou já disseste a outra pessoa. Entristece-me porque o meu primeiro “amo-te” foi-te dado a ti e tu nem o aproveitaste.

Mas como disse anteriormente, não foi um desperdício. Foi só mais uma passagem e, como tudo na vida, teve um fim. E não, não há arrependimento. Apenas um vazio. Que tenho a certeza que será preenchido e que vou ter reconhecimento dessa vez. Espero que sejas feliz e que se um dia te arrependeres, não voltes! Porque aí vou estar bem e quem se vai magoar és tu. Quero-te bem. Quero que encontres a certa, já que não o fui para ti apesar de ter dado o meu melhor.

Acho que as minhas palavras se esgotaram.

Amo-te, sentido e verdadeiro, um dia saberás do que falo.

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