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Não era amor…

Não era amor, mas tu lias-me, decifravas-me, desmistificavas-me. Contigo eu era eu mesma, não havia máscaras, não havia fingimento, pudor ou vergonha.

Não haviam promessas. Promessas criam expectativas e expectativas borram maquilhagens e ferem a carne fraca.

Não houve compromisso. Compromissos geram cobranças, desgastes e frustrações. Não havia controlo. Controlo sufoca, reprime e repele.

Confesso que houveram momentos em que achei que ia dar certo, que iríamos ficar juntos para sempre, mas aí seria amor…

E não era amor: era uma sorte, uma aventura, uma travessura…

Não era amor: eram dois telemóveis desligados, era inverno, era sem medo…

Não era amor: era simples, era quente, era descomplicado…

Não era amor: era sussurro ao pé do ouvido, era grito de liberdade…

Não era amor: era sono leve e um acordar agitado…

Não era amor: eram dois corpos colados e duas mentes despidas de problemas…

Não era amor: era carne, sangue, química…

Não era amor: era alento, era calmaria, era um caminhar ao pôr do sol…

Não era amor: era esporádico, era desejável, era complementar…

Não era amor: era incomum, era livre de interpretações…

Não era amor: éramos só eu e tu, simples assim…

Não era amor, era muito melhor!

Texto de Monika Jordão

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