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O mundo dá voltas… se dá!

Na vida damos muitas voltas. Juramos não amar mais, não nos aproximar mais. Juramos afastar-nos daquilo que não nos faz bem e, depois de um piscar de olhos, lá estamos nós mais uma vez, a alimentar os nossos pensamentos com promessas fáceis de serem destruídas. Lá estamos nós, a nutrir aquilo que uma parte de nós sabe que não vale a pena.

Durante essas voltas e giros ficamos a desejar que tudo passe. Pode demorar 365 dias, uma semana, dois dias ou um clique no relógio. Mas o desejo é sempre único. Que tudo aquilo que não nos faz bem, passe. E é certo que todas as nossas preces, juntamente com a nossa vontade de seguir em frente, tem uma força que tu jamais pensaste que teria.

Nesse tempo muita gente chega, muita gente se vai, e muita gente fica. Fica por ter encontrado em ti um motivo que não a faça ir embora. Aquele motivo que as fazem lutar por ti e pela tua companhia. Acredito que quem fica, não fica à toa. Acredito que existe um propósito, uma chance, uma possibilidade. Ou seja, qualquer nome que tu queiras dar para essa linda maneira do universo colocar gente do bem no teu caminho.

Por mais que a gente meta os pés pelas mãos, que a gente chore, brigue com o mundo, o destino dá sempre um jeito de te fazer enxergar além. De consertar tudo aquilo que foi quebrado, de colocar no lugar tudo aquilo que te faz bem e levar embora tudo aquilo que não te serve. A gente risca, mas o destino vem e rabisca. E lá na frente tu irás entender que a vida faz muitas voltas e curvas, mas o destino cuida sempre de ti, para que no teu caminho todo o mal se transforme em bem querer.

Eu adoro a parte em que o mundo dá voltas. Aquela mesma parte em que tu queres voltar no tempo e fazer diferente. A parte em que tu choraste e sorriste. A parte em que tu queres abraçar quem te faz falta, mas tens medo. A parte em que tu queres escutar uma voz para acalmar o coração e dormir. A parte em que a luz do quarto se apaga e a memória acende. A parte em que tu escutas uma música e lembras do cheiro de alguém. A parte em que tu deixaste de ser razão e voltaste a sonhar com o coração. A parte em que tu tinhas tudo para ser a pior pessoa do mundo depois de uma decepção, mas foste gente o suficiente para te amares a ti próprio e recomeçar de novo.

Autor desconhecido

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