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O que acontece quando uma pessoa festeira amadurece?

Um dia destes, um amigo de uma amiga que vi uma vez, num bar, nos tempos de faculdade, falou comigo pelo facebook. Disse que eu estava mais madura. Disse que eu não era mais aquela menina festeira que todos comentavam. Disse que eu parei de postar fotos em baladas com as minhas amigas. Disse que parei de postar coisas sobre tequila. Disse que estava orgulhoso pois “sempre achou que aquilo me diminuía” e essa não era a imagem que ele tinha de mim.

Estava orgulhoso? Oi?

Me diminuía? Oi?

Traçou o meu perfil psicológico só com base nas coisas do meu facebook? Whaaaat?

Pára o mundo que eu quero descer!

Aquilo desconcertou-me por um momento. Parei para refletir e percebi que realmente amadureci desde os tempos de faculdade.

Mas sabes o que realmente mudou?

1 – Não, eu não deixei de sair. Muito pelo contrário! Acontece que agora eu saio muito mais, bebo muito mais, aproveito muito mais e quando me dou conta, já é um novo dia. Já está a acontecer algo novo e o que foi de ontem, ficou no ontem. Para quê registar quando eu posso aproveitar, diz-me lá?

2 – Parei de postar coisas sobre tequila porque agora tenho vários tipos dela, mesmo aqui nas prateleiras do meu quarto. E quando quero descobrir algum tipo novo, chamo um amigo e vou conferir de perto, não através de alguma matéria da internet.

3 – Ninguém ouve falar de mim porque estou cercada de pessoas diferentes das que já estive. E, bom, todos sabemos o que dizem de pessoas que só falam de outras pessoas, não é? (Pessoas normais falam sobre coisas, pessoas inteligentes falam sobre ideias, pessoas mesquinhas falam sobre pessoas.)

4 – Nada do que eu fazia me diminuía. Só me acrescentava. Me acrescentava tanto que hoje me fez encarar esse comentário com humor e responder com um simples “Bom, é a vida né?!”. Afinal, o que levaria uma discussão com alguém que julga o outro por meia dúzia de publicações em uma rede social?

Só devemos importar-nos com quem realmente se importa com a gente. Quanto ao resto? Bom, ninguém precisa de restos para ser feliz!

Texto de Simone Oliveira

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