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Superar um relacionamento fracassado torna-nos pessoas poderosas!

Está aí uma questão interessante de se observar: tu conheces alguém, relacionam-se (achas até que estás apaixonado), entregas-te e na medida do possível até te esforças para que aquele relacionamento dure mais do que uma bendita semana. Às vezes até que dura! Seis meses, um ano, dois… Uma vida!

Mas então, tu chegas à conclusão, depois de muito persistir, que aquilo ali não dá mais, nada existe além do teu esforço hercúleo em fazer viver algo que já morreu faz tempo.

Pé na bunda, tu na da outra pessoa ou ela na tua, e algumas semanas, meses de sofrimento, muitos chocolates e noites e mais noites sem dormir. As olheiras crescem, o teu cabelo perde o brilho e o pijama passa a ser a tua melhor roupa.

As pessoas são assim diante da mudança, do fim de algo em que apostaram e quiseram muito que desse certo. Nós sofremos mesmo, despenteamos, esperneamos e choramos. Choramos muito. E, por muitas vezes, ainda damos por nós a pensar no que teríamos errado já que tentámos de todas as formas fazer com que aquele relacionamento fosse incrível!

Mas daí tu não consegues, o outro não colabora e tudo fica um caos. Tu viras um lixo, passas dias sentado à beira do abismo enquanto atacas um pote do teu doce favorito. Estou a mentir?

Só que, graças à nossa força interior, renascemos tal qual Fénix das cinzas, arrancando a carcaça velha com as próprias garras, implorando por um novo horizonte, por um novo nascer de sol. Nós tornamo-nos, enfim, PODEROSOS!

Muita gente critica as pessoas que são impactantes, determinadas e destemidas. Mal essa gente sabe que as pessoas marcantes de hoje são exatamente aquelas dóceis do passado que foram feridas, humilhadas e massacradas quando tudo o que mais queriam era um amor, uma vida perfeita, sorrisos verdadeiros.

Hoje, somos nós que fazemos as regras, somos nós que escolhemos, somos nós que dizemos “Não dá mais”, “para mim chega!”, somos nós que ocupamos as cadeiras de salões de beleza procurando cuidar do que temos, somos nós que ocupamos cadeiras de teatro e cinema, absorvendo cultura. Não passamos mais desapercebidos e, mesmo que choremos ainda nas madrugadas, no dia seguinte, renascemos tão mais belos quanto no dia anterior.

Os nossos agradecimentos? Ah, esses vão para todos aqueles que nos fizeram sofrer, que nos rejeitaram ou negaram o nosso amor. Uma salva de palmas a essas pessoas, pois graças a elas, nós nos tornamos pessoas poderosas!

Texto de Cris Sousa Fontês

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