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Todo o silêncio tem um nome, tem um motivo…

Alguns silêncios falam. Gritam tão alto que são capazes de transmitir mais sentimentos que muitas palavras ditas ou escritas.

Traduzem o fim de um tempo, a indiferença natural ou forçada, a necessidade de ser notado ou esquecido.

Todo o silêncio tem um nome, tem um motivo. O silêncio pode ser sintoma de saudade, de “sinto a tua falta mas não há mais nada a ser dito”; ou um sintoma de mágoa: “fui ferido por ti, e em vez de me vingar com palavras, dou-te o meu silêncio”; ou pode ainda ser um sintoma de indiferença e frieza: “o meu silêncio é a prova de que a minha alma está tranquila e em paz longe de ti”.

Silêncios falam alto para quem espera por uma resposta. É a mensagem visualizada e não respondida mesmo passadas 72 horas, é o sumiço de alguém que costumava fazer barulho o tempo todo, é a falta daquela risada deliciosa, é a impossibilidade de ir atrás de alguém que não quer mais ser encontrado.

O silêncio é uma arma poderosa mesmo para quem não tem a consciência de estar numa batalha. Porque dentro do silêncio cabem inúmeras interpretações, e isso pode enlouquecer quem fica à espera de uma resposta, devido a todas as inquietações que isso provoca.

Mas também pode ser o empurrãozinho que faltava para aquele que espera virar o jogo. Porque ser tratado com silêncio demorado é viver enclausurado. E nesse momento talvez seja hora de descobrir que quem muito se esconde, uma hora deixa de ser lembrado.

O silêncio é necessário e carrega inúmeros significados. Mas também pode ser usado para ferir, e nesse caso é preciso ter cuidado.

Nem todo o mundo ama da maneira certa, e muita gente se apega aos amores rasos e errados. Há que se ter cuidado com o silêncio. Com o silêncio que provocamos ou que é provocado na nossa vida. E é preciso coragem para abandonar silêncios que ferem, pois o bom da vida é encontrar respostas no amor que damos.

Texto de Fabíola Simões

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