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Tu chegaste.

E, de repente, tu chegaste. E a minha vida, que andava sem graça, voltou a fazer sentido. E eu, que já não acreditava mais, voltei a sorrir. Eu que já tinha desistido de te encontrar. Eu que já me tinha acostumado a viver sozinho. Eu que achava que não conseguiria mais apaixonar-me. Eu que cheguei a duvidar do amor. Então, tu apareceste e, meio que por encanto, voltei a sentir coisas que já não me lembrava mais como eram. E aquele frio na barriga veio visitar-me. E as minhas mãos sempre suadas ao encontrar-me contigo. Tu chegaste e os fantasmas do passado pararam de me perturbar. Tu chegaste e trouxeste a paz que eu tanto precisava. E agora eu abraço-te e não te quero soltar mais. Agora eu entendo todo o caminho até aqui. Viver ficou mais fácil depois que te conheci. Anda, vem cá! Abraça-me forte e olha-me de pertinho. Dá-me aquele beijo que começa com uma mordida e termina com um sorriso. Promete para mim que vai ser sempre assim. A tua risada é a minha canção favorita. O cheiro da tua pele tem o poder de me fazer flutuar. Anda, vem cá! Deixa-me morder-te dos pés à cabeça. Quero gritar que sou o homem mais feliz do mundo. Contigo eu pareço sonhar de olhos abertos. Vem cá, anda! Eu sou o porto seguro que o teu barco procurava em alto mar. Podes baixar as velas, guardar os remos e deixar ancorar. Eu sou o final feliz da tua história. Tu és a reviravolta da minha. O prémio que eu nem sei se merecia. Tudo o que vivi até aqui foram apenas degraus de uma escada que me levavam até ti. E que bom que foi encontrar-te no final dela. Lembro que costumava lamentar por não ter sorte no amor. Agora sei que nem sequer o conhecia. Tu és a minha definição perfeita para o termo.

Texto de Rafael Magalhães

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