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Tu encontraste a mulher da tua vida.

Tu encontraste a mulher da tua vida. Tu sabes que encontraste.

Tu encontraste a mulher que tu nunca esquecerás. A mulher que os teus amigos nunca esquecerão. A mulher que a tua família nunca esquecerá. A mulher que os teus cães nunca esquecerão. A mulher que a tua cama nunca esquecerá.

Tu encontraste a mulher capaz de mudar os teus dias, a tua casa, a tua vida e tu inteirinho.

Capaz de fazer tu te dedicares mais aos estudos. Capaz de te fazer tomar um rumo no trabalho. Capaz de te fazer cortar o cabelo todos os meses. Capaz de te fazer achar graça até nas piadas mais fraquinhas. Capaz de te fazer ouvir os estilos musicais que tu nunca imaginaste ouvir. Capaz de te fazer comer as comidas que tu sempre torceste o nariz. Capaz de puxar pelo melhor de ti.

Tu encontraste a mulher capaz de ser o que tu sempre esperaste que as anteriores fossem e que as posteriores nunca serão.

Tu que sempre te sentiste perdido, encontravas-te nos abraços dela. Tu que sempre duvidaste do amor, encontravas todas as certezas nos olhos dela. Tu que sempre desconfiaste das pessoas, confiavas até nas pequenas mentiras dela. Tu que nunca amaste, amava-la – mesmo sem saberes que a amavas.

Tu sabes que igual a ela, nunca mais, não sabes?
Tu sabes que ela era um presente único, não sabes?
Tu sabes que ela chorava baixinho quando tu ias embora, não sabes?
Tu sabes que a magoaste profundamente, não sabes?
Tu sabes que perdeste a mulher da tua vida, não sabes?
Não, tu não sabes. Tu não sabes de nada.
Porque se soubesses de alguma coisa, nunca a terias deixado ir embora.

Se tu soubesses o que todo o mundo à tua volta já sabia durante este tempo todo, tu terias agarrado forte nos braços dela e lhe dito o quanto a amavas. Terias feito com que ela soltasse aquela gargalhada alta que tu secretamente adoravas. Terias ido com ela aos lugares que ela sempre quis ir. Terias realizado os planos que ela mentalmente fazia contigo. Terias enchido um pouco mais a taça de vinho. Terias ficado até ao final da noite. E terias sido o homem da vida dela também.

Tu encontraste alguém para ficar para sempre ao teu lado. E aí tu não ficaste.
Tu encontraste a felicidade cara a cara. E aí tu viraste as costas.
Tu encontraste o amor que sempre quiseste encontrar. E aí tu foste embora.
Tu encontraste a mulher da tua vida. E aí tu perdeste-a.

E por mais que tu a procures em outras bocas, em outros braços, em outras risadas, em outras camas, nunca mais a encontrarás. Porque só ela tinha o gosto dela. Só ela soava como ela. Só ela cheirava como ela. Só ela era ela. E nenhuma outra alguma vez será a mulher da tua vida. Porque a mulher da tua vida é uma só, rapaz. E era ela. E tu perdeste-a.

Texto de Marina Barbieri

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