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Um dia a tua história vai ser escrita

Sabes aquele rapaz que viste na rua? Ele não é o teu príncipe. Sabes porquê? Porque a vida real não são contos de fadas. Não podes esperar pela presença de um rapaz ao virar da esquina por quem te vais apaixonar devido a um acidental encontrão. Vocês não vão viver grandes histórias juntos nem ter um final feliz para sempre.

Também não te estou a dizer que não vais encontrar o amor pelo qual anseias, só te estou a avisar de que não vai ser previsível.

Porque o amor é repentino. Aparece e desaparece sem darmos conta. E tentar controlar o amor é como fazer um pássaro parar de voar. O amor, quando é amor de verdade, é insaciável e inexplicável. Porque o amor não é falado, é sentido e é tão bom quando vem para ficar…

Como diz o poeta: “Amor é fogo que arde sem se ver”…

Nunca fui de mostrar muito os meus sentimentos. Sou demasiado emotiva, de maneira que, a fragilidade é algo que me assusta.

Tenho medo de me apaixonar. Tenho medo de abrir o meu coração e de deixar voar os meus sentimentos. Costuma-se dizer que os olhos são o espelho da alma. Por essa razão, quando olhas para mim, desvio o olhar. Tenho medo que consigas ler nos meus olhos aquilo que a minha boca não é capaz de dizer.

Mas quando dás por ti, lá estás tu com aquele nervoso miudinho que tanto tentas esconder, mas que não és capaz pois o que ele causa em ti é demasiado forte para omitir. Aquele sorrisinho estúpido que tens na cara quando ele aparece é demasiado evidente. Aquelas borboletas que sentes na barriga quando ele se aproxima de ti são demasiado percetíveis. É indiscutível e desnecessário negar o que sentes por ele quando todos os fatores estão à vista, então fazes-te de forte para que o medo de ouvir um «não» acabe, e mesmo assim o teu interior quer sair para fora e gritar bem alto aquilo que estás a sentir quando o vês.

E no final das contas, tu e a tua insegurança ficam mais uma vez sós, e quando vais dormir lembras-te de tudo o que se passou e róis-te por dentro pelo facto de não teres sido capaz de dizer aquela tal palavra.

Ainda hoje não a consigo verbalizar. Porque eu… Eu não amo facilmente. As pessoas frequentemente confundem amor com paixão. Não é triste? Não saber nem imaginar que existe algo maior, algo com o poder de nos preencher a alma. As pessoas estão demasiado desesperadas para encontrar o amor. Tem tanta pressa, tanta vontade que, quando o encontram, nem sequer o chegam a sentir. E coitadas, satisfazem-se com o que não é suficiente, com o que não basta, com o “quase”. As pessoas contentam-se. Contentam-se com o que pode ser mais, com o piloto automático, com o “perto o suficiente”.

Eu… Eu não amo facilmente, mas se te amar… fica sabendo que não é passageiro nem ligeiro. Quando amo, amo por inteiro; quando amo, não deixo de amar.

Texto de Mara Pires

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