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Viajar deixa as pessoas muito mais felizes do que bens materiais.

O dinheiro é curto, os compromissos são muitos e vais sempre deparar-te com o dilema: guardar dinheiro para comprar este ou aquele bem material, ou gastar o dinheiro com uma grande viagem nas próximas férias.

Bom, o termo ‘gastar’ não deveria ser usado acima. Não na concepção do psicólogo Thomas Gilovich, que estudou sobre o assunto e comprovou que viajar traz mais felicidade do que adquirir bens materiais.

Segundo ele, as experiências individuais que temos quando viajamos ultrapassa, de sobra, as coisas que compramos ou adquirimos. Ele defende tanto o tema que escreveu 5 razões pelas quais viajar é bem melhor que ter bens materiais.

És daqueles que fazem muitas colecções, tem uma estante cheia de livros que nunca leu ou compra um monte de coisas que não vai usar? Que tal reveres os teus conceitos e colocares o pé na estrada?

1. É muito difícil comparar viagens, ao contrário de coisas.

Com os bens materiais tu cansas-te das coisas rapidamente, enquanto que, com as viagens, elas enriquecem sempre as tuas experiências e abrem a tua mente.

O grande exemplo é quando adquires um carro. Pesquisas e compras em milhares de prestações o modelo perfeito para ti. No começo, ficas empolgado, queres mostrar para todo o mundo e queres utilizar todos os recursos. Alguns meses depois a animação baixa. Seis meses é apenas um meio de transporte. Um ano, já queres trocá-lo por um modelo mais novo ou porque o teu vizinho comprou um mais potente.

Já uma viagem é diferente. Nenhuma é igual a outra e mesmo que tenhas passado as férias no Algarve e o teu colega nos Estados Unidos, o facto da viagem dele custar mais não significa que ficaste menos feliz ou que não te tenhas divertido tanto.

2. Viajar aproxima mais as pessoas e os casais, as coisas nem sempre.

Podes viajar sozinho, conhecer e te relacionares com muita gente. Podes fazer uma viagem com o teu parceiro, depois de um momento de crise, e a fuga da rotina pode apagar as brigas e aproximar o casal. Uma viagem familiar ou com um parente pode ser inesquecível e fantástica, com lembranças para o resto da vida.

Adquirir coisas nem sempre aproxima pessoas. E, mesmo quando aproximar, não vais ter a certeza se é por ti ou pelo objeto que as pessoas se estão a aproximar de ti.

3. Viajar abre a tua mente e muda a tua concepção do mundo.

Trabalhas há 10 anos na mesma empresa, pensas da mesma forma e não consegues ampliar teus horizontes? Que tal fazeres uma viagem? Ela vai oferecer-te contato com novas e diferentes culturas e línguas, experiências de vida, olhares que tu jamais terias conhecido na tua rotina stressante.

As coisas não te oferecem a mesma experiência. Até mesmo um livro, torna-se menor do que a vivência de estar no lugar e conhecer de perto aquela cultura.

4. A experiência de uma viagem fica para sempre, a compra de um bem torna-se obsoleto.

Podes ter ido à Disney com os teus pais com 12 anos, mas vais lembrar-te daquela viagem com uma riqueza de detalhes e alegria sempre que tocarem no assunto. Aquela almofada quadrado que compraste em 98, ou aquela compra de roupas no verão passado não trarão as mesmas alegrias e entusiasmos nos dias de hoje.

Duas pesquisas comprovam isto. Uma mostra que falar sobre experiências te faz mais feliz do que falar sobre bens materiais. Outro estudo aponta que preferimos ouvir pessoas que falam sobre experiências que tiveram em vez de objectos ou coisas que adquiriram.

5. Aprendes a cultivar o desapego em relação ao que não precisas na tua vida.

Se estás a passar por momentos difíceis, ou queres sair da rotina, a viagem pode ser um ótimo remédio. Nas mesmas situações, resolver com uma compra nos shoppings só vai deixar-te frustrado instantes depois, além de muito mais pobre.

Viagens ajudam-te a libertares-te de rotina, de vícios e relacionamentos acomodados. Além disso, tu aprendes a desapegar-te das coisas e a conviver somente com o necessário.

Todas essas experiências vão formando a tua identidade de forma a que depois de viajar tu já não és a mesma pessoa.

E tu, tens mais algum motivo que ficou de fora?

Texto de Amanda Noventa
Via: Estadão

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